Thai Boxing


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Como foi seu início nas artes Marciais?
Eu comecei no Karate Shotokan aos 14 anos de idade. Sempre gostei de lutas. E  havia uma academia perto de casa na  qual tinha karate e judô. Optei pelo Karate.  Depois de seis meses tive que parar por questões financeiras. Aos 16 anos comecei o Tae Kwon Do,  num clube no qual eu me tornei sócio. Pratiquei por 2 anos e depois do exército (CPOR), fui para Londres (Inglaterra) tentar a vida. Lá eu iniciei o Muay Thai que pratico até hoje.
Quando e como conheceu o Muay thai?
Tive meu primeiro contato com o Muay Thai  em 1980. Estava trabalhando como lavador de pratos num restaurante Tailandês quando tive a honra de conhecer o lendário Mestre Bun Riang, cuja irmã era uma das sócias no restaurante e ele ia lá de vez enquanto.  Após  batermos um longo papo na cozinha, ele me convidou a treinar no Templo Buddhapadipha em Wimbledon, sul de Londres. Lá só treinavam lutadores profissionais. Várias pessoas começavam a treinar mas poucas ficavam. Era uma seleção natural. Ficavam só os mais dedicados. Os outros desistiam. Eu por ter muita vontade, acabei ficando, e lutei 4 vezes. Perdi as 2 primeiras e ganhei as 2 últimas. Tive que interromper meus treinos e voltar ao Brasil, pois por treinar pesado  quase que diariamente, e tendo que trabalhar em pé, não pude dar descanso suficiente aos meus pés. Estes  inflamaram de tal forma que tive que lagar o treino e até mesmo o trabalho no restaurante. Passaram -se 2 meses e a melhora era muito pouca, assim tive que retornar pra casa de meus pais para poder me recuperar por completo.
Qual foi sua maior dificuldade até hoje dentro da arte?
A maior dificuldade que encontrei na época foi a falta de conhecimento das outras pessoas  na arte,  falta de torneios e falta de apoio financeiro. Hoje em dia, os Atletas profissionais estão ganhando um pouco. Mas ainda falta o apoio de patrocínios que poderiam dar mais segurança ao lutador.. E não fazer com que eles tenham que abandonar a luta por não poder se manter.
O que você acha que falta para o muay thai crescer no Brasil ?
Ele já está crescendo a cada ano. Graças ao número de praticantes e á empresários que começam a acreditar nesse esporte de contato. Só espero que cresça com a mesma seriedade e respeito que há na Tailândia.
Qual o seu maior orgulho na vida? Profissional e pessoal?
Meu maior orgulho é ter conhecido e convivido com o Mestre Bun riang. Ter aprendido essa nobre arte com ele. E assim, ao transmiti-la passei a ser respeitado como eu o respeitava. É muito bom se sentir valorizado por seus conhecimentos. E resultado disso, tive a oportunidade de ir a vários países e, principalmente, ao Japão 14 vezes. Pois, lá é onde ocorre o maior torneio de lutas em pé o ” K-1″. Levei um atleta peso pesado “Montanha Silva” e o primeiro brasileiro a participar do K-1 World Max “Marfio Canoletti Jr” que luta lá até hoje. E tem mais, meu filho ( 16 )vem se mostrando ser um grande talento. Tudo isso me deixa muito orgulhoso.
Mestre conte um pouca da rotina de treinamento dos seus lutadores pré campeonatos:
A nossa rotina não deve ser muito diferente das outras. Sabe-se que tem que ter muito treino, dedicação, e técnica. O que passo pro meus atletas é minha experiência, fazendo “Sparring” com eles. Assim, eles vão evoluindo. E só fica dependendo deles de se dedicarem de corpo e alma.
Quais o lutadores que vc admira no cenário mundial e nacional?
Bom, existe lutadores pesados e leves. Admiro o Ernesto Hoost, Peter Aerts, Remy Bonjansky e dos pesos leves Andy Souwer, Buakaw, Massato, e claro Marfio Canoletti que com pouquíssimas lutas conseguiu o respeito entre os melhores do mundo. E também, Bruno Carvalho que vem se mostrando muito bom no cenário nacional, só aguardando sua chance no exterior.
Hoje sua equipe conta com nome fortes como Marfio Canolletti e Bruno Carvalho, tem alguma promessa para o futuro?
Com certeza, Márfio continua no k -1  com fortes chances de participar do mundial no ano que vem. E Bruno vem se mostrando um grande atleta, que já era para estar lutando internacionalmente.
Mestre deixe um recado para o nós do onemuaythai.com:
Gostaria de Parabenizá-los por essa grande contribuição que estão dando ao MuayThai. Ajudando o crescimento do mesmo com informações atualizadas. Fico muito contente em saber que tem pessoas como vocês interessadas na evolução dessa grande arte. Abraço a todos.
  
Fonte: One Muay Thai
http://www.onemuaythai.com/entrevroney.html
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Esta matéria foi retirada da INTERNET, e aqui colocada para explicar melhor a diferença entre MUAY THAI (BOXE TAILANDÊS) e o BOXE HOLANDÊS que anda rondando o nosso estado. Nesta matéria a Federação Riograndense de Muay Thai nos dá uma explicação sobre o MUAY THAI e o BOXE HOLANDÊS do Professor THOM HARINCK.
Em de 1972 THOM HARINCK fundou o ginásio mais famoso de BOXE HOLANDÊS e KICK BOXING do mundo, trata-se do CHAKURIKI DOJO. CHAKURIKI é uma palavra Japonesa que significa “poder derivado”. THOM HARINCK treinou KARATE KYOKUSHIN e MESCLOU suas técnicas com o BOXE INGLÊS e aprimorou seu estilo viajando à Tailândia.
No Brasil existem muitas vertentes sobre a origem do MUAY THAI, não cabe neste momento relatar fatos históricos, e sim o fato que mudou o paradigma do MUAY  THAI no cenário nacional, portanto para quem não sabe THOM HARINCK esteve no Brasil em 1993, e trouxe seu sistema de treinamento para cá. Diversos mestres e atletas renomadas tiveram acesso direto a ele, foi o caso de Luiz Alves, Paulo Nikolai, Pedro Rizzo etc… O sistema holandês utilizava muito PAO (aparador de chutes) e manoplas (luvas de foco) além de uma série de trabalhos específicos, antes desconhecidos por nós. Em 1994 foi fundada a CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE MUAY THAI, seguindo como base o estilo CHAKURIKI. É correto afirmar que a base da FEDERAÇÃO RIOGRANDENSE DE MUAY THAI é o sistema Holandês, uma vez que seguimos e representamos no estado a CBMT.”
Como nos deixa bem claro a informação acima, esta entidade segue o sistema Holandês, pois também assim o faz sua Confederação.
É necessário esclarecer que o sistema Holandês não se trata do MUAY THAI (BOXE TAILANDÊS) e sim como afirma a própria matéria, é um sistema de luta desenvolvido pelo praticante de KARATE KYOKUSHIN e BOXE INGLÊS THOM HARINCK, que esteve na Tailândia e sistematizou um método de combate semelhante ao MUAY THAI, mas que não é BOXE TAILANDÊS.
Costumamos usar um exemplo entre os alunos para esclarecer este tipo de coisa: A capoeira é uma Arte Marcial Brasileira, certo? Bom… suponhamos então que um atleta a leve para outro País e lá comece a ensiná-la sem a ginga… pergunto-lhes: Continua sendo Capoeira?… Creio que sua resposta tenha sido não. O mesmo se passa com o MUAY THAI que é uma Arte Marcial Tailandesa e que deve ser tratada com respeito e ensinada da forma correta.
Não importa qual o estilo de Arte Marcial tenhamos escolhido para praticar ou ensinar, o nosso Estado é muito grande e tem espaço para todos que querem trabalhar.
Queremos deixar bem claro, não estamos querendo criar dúvidas, mas sim esclarecer qualquer mal entendido que possa estar se passando na cabeça de alguns praticantes de MUAY THAI, ou até mesmo de praticantes de outras Artes Marciais.
Não temos nada contra o BOXE HOLANDÊS, INGLÊS, nem contra nenhuma outra modalidade de Arte Marcial ou Luta de contato, apenas achamos que cada um deve mostrar, ensinar e praticar a sua modalidade, aquela que lhe apraz mais, pois não é correto praticar uma modalidade e dizer que pratica outra.
* Pesquisa em diversas fontes, com agregados próprios.